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O presidente do Equador, Rafael Correa, propôs mudar radicalmente a orientação vigente na maioria dos países ocidentais, que aprisiona a família na ideologia de gênero. Uma ideologia que, sem fundamento racional, foi adotada nos programas de educação sexual destinados, sobretudo, a adolescentes, impondo um sistema de novos valores que, de fato, divide a unicidade da pessoa e, por fim, a sua dignidade. Por isso, essa ideologia justifica e promove o aborto, o homossexualismo e as denominadas novas formas de família – diferentes da família natural.

Buscando cumprir tais medidas, impostas nos países por canais diversos, desde os programas internacionais da ONU até os grupos nacionais contaminados pelo paradigma da anticultura do sexo, drogas e rock, os resultados no Equador foram desastrosos: 50% dos adolescentes já são pais.

Para reverter tal panorama, Correa criou o Plano Família Equador, baseado no fortalecimento da família e no respeito à dignidade do homem. O plano substituirá a atual Estratégia Nacional Intersetorial de Planejamento Familiar e Prevenção de Gravidez em Adolescentes (Enipla), qualificada pelo presidente como um “fracasso”. Durante o anúncio do decretou que anulou esta política, em 2 de março, Correa afirmou que a “Enipla cometeu excessos, colocou-se contra a Constituição, as políticas do governo e do presidente”.

De acordo com as estatísticas, entre 2010 e 2014, o número de adolescentes de 15-19 anos grávidas diminuiu de 60,61% para 50,08%. No entanto, a gravidez em adolescentes entre 10 e 14 anos subiu de 1,98% para 2,16%, no mesmo período. Além disso, o parto e suas complicações são a principal causa de internação de meninas de 10 a 17 anos no país , atingindo a marca de 74.000 casos por ano.
Correa afirmou que a Enipla promoveu o “hedonismo mais puro e vazio: o prazer pelo prazer”, e fez com que os adolescentes fossem aos centros de saúde para buscar informação e métodos anticonceptivos, ao invés de procurar o auxílio dos seus pais para falar sobre sexualidade.

“A base da sociedade não é o centro de saúde, é a família”, destacou o mandatário. Nesse sentido, ele destacou que a missão o novo plano será “basear a educação e a assessoria na afetividade e na sexualidade, tomando como ponto d partida a família e o desenvolvimento de todas as dimensões da pessoa”. E enfatizou: “Estão argumentando que quero impor crenças religiosas, porque proponho a abstinência como alternativa [para prevenir a gravidez das jovens]”.

O programa será dirigido pela economista Mónica Hernández, assessora presidencial para a elaboração das novas políticas sobre sexualidade no país. Com isso, o programa estará diretamente subordinado à Presidência. O plano proverá uma educação sobre “valores, afetividade e sexualidade, com enfoque sobre a família”, para 1,2 milhão de adolescentes e 1,7 milhão de crianças de todo o país.

Quando se põe em jogo a dignidade do ser humano, e, portanto, das nações, como o faz a ideologia de gênero; torna-se um dever do governo corrigir o seu rumo – em uma iniciativa que deve ser imitada, sobretudo porque o sombrio resultado no Equador é idêntico ao de outras nações.

Para citar um caso, vejamos o México. Segundo dados recém divulgados na Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição de 2012 (ENSENUT 2012), relativos à gravidez na adolescência, do total de jovens de 12 a 19 anos que teve relações sexuais, aproximadamente a metade (51,9%) “já engravidou alguma vez”. A taxa de fecundidade desse grupo em 2011 foi de 37 nascimentos por cada mil habitantes, portanto superior à observada em 2005, de 30 nascimentos a cada mil.

As autoridades se alarmam, mas reagem dentro de uma caixa fechada. A sua resposta se limita a buscar alternativas sociológicas, psicológicas e as menos econômicas, para aliviar a pressão social das famílias afetadas. Mas ninguém percebe – ou admite – que o caminho é mudar as bases dos programas que vêm embutidos nas pressões internas e externas, imposta pelo aparato propagandístico da ideologia de gênero.

A investida é pesada. Tanto o presidente Correa como Mónica Hernández têm sido atacados por todos os lados, por ultraconservadores, intervencionistas, moralistas etc. E tudo indica que o que mais incomodou no novo plano é a promoção da opção pela abstinência sexual entre os adolescentes, como se esta conduta de moralidade sexual fosse um obstáculo à liberdade.

Ao resgate dos valores humanos

Em uma entrevista ao diário El Comercio (6 de março), Hernandez explicou, após ser questionada se acreditava que o Enipla fomentava a “precocidade” na vida sexual: “Estou firmemente convencida. Desde que comecei a trabalhar com o Presidente, em outubro de 2013, tive muitas reuniões, conversas com jovens, adolescentes… e eles foram francos. Em uma ocasião, uma menina me contou que as suas amigas iniciaram sua vida sexual aos 11 anos, no banheiro do colégio, fazendo uso dos preservativos distribuídos pelo Ministério da Saúde. Não acredito que isso seja uma consequência de uma política pública saudável.”

Vale reproduzir outros trechos da entrevista:

P – No projeto que foi difundido, essa realidade é atribuída à falta de valores. A quais valores se refere especificamente?

MH – O documento que foi difundido ainda não é oficial (…). Mas o tema dos valores a que nos referimos são os tipicamente humanos, como o auto-respeito, o autocontrole, a generosidade, a solidariedade, e a responsabilidade. São os valores que, se conversamos de alguma forma com os adolescentes, eles mesmos mencionam.

P – A senhora é a favor do sexo na adolescência, ou é partidária de que só ocorra no contexto de uma instituição formal, como o matrimônio?

MH – Concebo que a vida sexual ativa é tão maravilhosa que, quando um adolescente tem uma vida sexual ativa, isso não é um tema somente biológico, é o ser humano em sua globalidade. É tão importante que o físico esteja em sintonia com um tema emocional, onde queremos que esse jovem diga: ‘Que maravilha, estou recebendo algo maravilhoso, não estou sendo usado!’. Não concebo que um adolescente, nessa idade, possa tomar esse tipo de decisões, porque ainda não tem, ou não encontrou, o amor de sua vida para ter uma relação monogâmica, que é o que convém. Quando há uma vida sexual ativa com mais de uma pessoa, há reais riscos, que não são mencionados por esta outra política de direitos sexuais e reprodutivos.

P – A monogamia será promovida?

MH – Quando dizemos que se promove a postergação do início da vida sexual, até que possam tomar uma decisão madura, pois, ao menos em adolescentes, não estamos defendendo que tenham uma relação com uma pessoa distinta por semana.

A entrevista, na íntegra, pode ser lida (em espanhol) no sítio do jornal El Comercio.

Por uma concepção humanista do homem

Para se respirar ar fresco e sair do ambiente de asfixia criado pelo paradigma cultural hedonista, o verdadeiramente revolucionário nas nações será adotar programas que resgatem a concepção humanista do ser humano, homem e mulher, concebendo-o integralmente. Conceitos importantes nesse sentido encontram-se no documento do Plano Família Equador, onde se pode ler:

Entre as principais causas que geram comportamentos que dificultam a vivência integral da sexualidade – e, por fim, impulsionam um aumento na taxa de gravidez entre adolescentes – são: a falta de um programa de educação da afetividade e da sexualidade, com enfoque na família; a falta de conciliação entre a família e o trabalho; o acesso limitado à informação completa e científica; a violência sexual; e as ideologias reducionistas em sua visão da sexualidade.

Portanto, educar sobre a afetividade e a sexualidade é também educar para o amor, o respeito, a entrega, o compromisso, o autodomínio, a fidelidade, a amizade, a sinceridade, a generosidade, a responsabilidade, a defesa dos seus direitos pessoais. Ou seja, a consideração central é o crescimento pessoal do que os educadores modernos chama de ‘caráter’, é educar sobre valores, e não uma mera instrução de anatomia, de ginecologia ou fisiologia.

Segundo o Dr. Jokin de Irala, a natureza é ‘teimosa’ em se opor ao que alguns pretendem, quando afirmam que não existe absolutamente nenhuma diferença entre mulheres e varões. Mas justamente ao contrário, as mulheres e os varões somos diferentes em todas as células de nossos organismos. Ao negar a existência dos pressupostos cerebrais da personalidade e das tendências do comportamento que mostra a biologia humana, se está combatendo a própria natureza do homem e da mulher. A liberdade humana, por sua vez, consiste em estabelecermos, a partir desses pressupostos, que não podemos negá-los ou ignorá-los. A partir dessas diferenças, mulheres e homens se enriquecem mutuamente, sabendo que têm uma mesma dignidade como seres humanos. O verdadeiro caminho para que se reconheça a igualdade da dignidade e de direitos entre ambos os sexos passa pela aceitação de sua diversidade natural. O Homem e a mulher é também um estado natural, e não apenas uma ‘construção social’, e, portanto, uma legislação justa não pode se apoiar em uma concepção antropológica presa a uma ideologia.

Na seção intitulada “Padrões de comportamento que impedem a vivência integral da afetividade e da sexualidade”, se afirma:

O Equador, como a maioria dos países ocidentais, está imerso em uma cultura imediatista que transmite uma mensagem biologizada da sexualidade, a qual se emprenha em difundir o alcance do prazer e da felicidade por meio da frase “sexo seguro”. Além disso, proclama um aparente respeito pelo outro com o uso indiscriminado de anticoncepcionais e preservativos para indivíduos de qualquer idade, e com qualquer parceiro com quem haja consenso. “A tendência a particularizar a educação sexual em um sentido informativo, sobredimensionando os aspectos biofisiológicos que aludem ao culto ao corpo, aos órgãos sexuais internos e externos, à reprodução e à saúde sexual física, acima das dimensões intelectuais e do crescimento, pode resultar em uma divisão e fragmentação do ser humano, em contradição com a complexidade evidenciada na totalidade e na transcendência da existência humana.

O Plano pode ser consultado neste endereço.

 

4 Comentários

  1. V H Ramage disse:

    Independente de quaisquer outros valores, a questão da sexualidade precoce
    é que esta leva à paternidade também precoce, com todo o corolário de consequências que acometem aqueles que já nascem, na maioria das vezes, sem oportunidades na vida. Particularmente afeta as famílias mais pobres, daí que os programas ditos sociais, pouco ou nada resolvem para acabar com a miséria e a violência no mundo, porque primeiro há que se “fechar a fábrica” que produz e reproduz este modelo. Lembrando de que a paternidade irresponsável é um dos maiores crimes que o ser humano pode cometer!. u

  2. Itaia Muxaic de Ricart disse:

    O Partido Verde (Gruene Partei) da Alemanha na decada 1980-1990 fez propaganda para a “pedofilia consentual”. O Partido Verde (Gruene Partei) da Alemanha esta ativa no Brasil desde 2003 como a ONG “Fundacao Heinrich Boell”, financida pelo Governo Federal da Alemanha. Na Alemanha a prostituicao e uma industria bilionaria com oficialmente 400,000 prostitutas, mas probavelmente ate 700,000 prostitutas, na maioria mulheres imigrantes ilegais de paises desenvolvidos ou da Europa Oriental. Burdeles estao oficialicados na Alemanha e Austria como negocios (Bordelbewilligung) e burdeles pagam impostos a Receita Federal. Alemanha tem 80 milhoes de inhabitantes, com idade media 46 (Brasil 32) anos e sera sociedade de idosos antes do fim do seculo. Ha intereses geopoliticos nos EUA (Soros e NGOS de outros bilionarios) e na Alemanha (Rosa Luxemburg Stiftung,) que tem apoiados a campanha no Brasil para burdeles. A “ativista” alema Friedericke Stracker tem viajada como a missionaria” para as burdeles entre o Brasil, Alemanha e New York. —-

  3. Carlos disse:

    Como forma de controle populacional eles tem o objetivo de implantar essa desgraça no terceiro mundo e com isso demolir a família.

  4. Maria Iracema Pedrosa disse:

    Convêm lembrar que Jesus, o Cristo não é fruto desse sexualismo desbragado que, decididamente é o fruto proibido que expulsou o HOMEM do paraíso.

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