<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>MSIA</title>
	<atom:link href="http://www.msia.org.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.msia.org.br</link>
	<description>Ambientalismo &#124; Indigenismo &#124; Infraestrutura &#124; Integração Nacional</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 17:24:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>México: o imbróglio anglo-espanhol da Pemex</title>
		<link>http://www.msia.org.br/mexico-o-imbroglio-anglo-espanhol-da-pemex/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/mexico-o-imbroglio-anglo-espanhol-da-pemex/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 17:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angel Palacios Zea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ibero-América/Iberoamérica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=186</guid>
		<description><![CDATA[A decisão soberana da Argentina, de retomar o controle majoritário da empresa energética YPF, provocou uma inusitada reação do presidente mexicano Felipe Calderón, que deixou de lado toda a cautela diplomática, para se pronunciar a respeito. Disse ele: &#8220;Ninguém em seu juízo perfeito investe em países que expropriam investimentos.&#8221; Com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão soberana da Argentina, de retomar o controle majoritário da empresa energética YPF, provocou uma inusitada reação do presidente mexicano Felipe Calderón, que deixou de lado toda a cautela diplomática, para se pronunciar a respeito. Disse ele: &#8220;Ninguém em seu juízo perfeito investe em países que expropriam investimentos.&#8221; Com isto, quis reafirmar que seu governo se mantém fiel aos acordos de estilo neocolonial estabelecidos com os interesses anglo-americanos e seus espadachins espanhóis, que cavalgam em vários campos mexicanos, do financeiro ao energético.</p>
<p>Calderón, um devotado escudeiro dos interesses espanhóis, que, durante o seu mandato, se empenhou ativamente para privatizar a petroleira estatal Pemex, fez eco imediato das diatribes do chanceler espanhol José Manuel García Margallo. Este, por sua vez, advertiu Buenos Aires, de que a decisão representava &#8220;uma política de isolamento do mundo&#8221; e &#8220;a pior prática que se pode ter no século XXI&#8221;. Isto, depois de agradecer à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pelo comunicado &#8220;bastante rotundo&#8221; divulgado por Washington, segundo o qual a expropriação da YPF seria &#8220;uma agressão ao clima de investimentos&#8221; na Argentina. A salva estadunidense foi disparada no âmbito da reunião de chanceleres da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 19 de abril, onde ambos avaliaram os fatos. Na mesma linha, manifestou-se a vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, que ameaçou: &#8220;Quando alguém ataca a Espanha, está atacando o conjunto da União Europeia.&#8221;</p>
<p>Durante o seu mandato, Calderón embarcou numa espécie de cruzada em defesa de um modelo econômico ultraliberal, que se encontra em crise ostensiva. Em suas palavras, o desenvolvimento da América Latina não necessita &#8220;nem do protecionismo, nem das expropriações&#8221;, apenas comércio e investimentos. A observação omite, precisamente, o fato de que a Repsol não estava investindo na Argentina, pelo que o governo de Cristina Kirchner tomou a decisão de reassumir o controle acionário da YPF.</p>
<p>O alcance pleno da decisão argentina não tardará a ser conhecido. Porém, o que ainda é obscuro é motivação do governo mexicano para defender ostensivamente os interesses da Repsol, que, como é vox populi, é uma empresa muito mais financeira que petrolífera.</p>
<p>Do pouco que veio à tona até agora, soube-se que a Pemex (cujo enfraquecimento tem sido deliberado, para atender à agenda dos interesses financeiros) aumentou de 5% para 9,8% a sua fatia de ações da Repsol, mediante um investimento de 1,6 bilhão de dólares. Em agosto de 2011, uma operação semelhante foi abortada, quando vazou na Espanha a notícia de que a Pemex se associaria à empresa imobiliária espanhola Sacyr Valle Hermoso, para passar a controlar 20% da Repsol. A operação, que não contava com o aval do conselho de administração da empresa mexicana e, segundo o seu conselheiro externo, Rogelio Gasca Neri, era ilegal, foi impedida pelo governo espanhol. Por meio dela, a Sacyr, que detinha 20% das ações da Repsol, venderia a metade de sua fatia à Pemex, para que, juntas, controlassem 30% das ações.</p>
<p>A resposta rápida de Calderón significa, igualmente, uma tentativa de influenciar o resultado das eleições presidenciais de agosto próximo, em face da rejeição da grande maioria da classe política mexicana à iniciativa, como se percebe em manifestações de representantes dos diversos partidos, inclusive, do seu próprio Partido Ação Nacional (PAN), onde somente a débil candidata presidencial Josefina Vásquez Mota a apoiou ostensivamente. Não por coincidência, ela tem recebido fartos elogios dos grupos políticos ibero-americanos alinhados com os interesses do Establishment anglo-americano.</p>
<p>Um deles é o escritor peruano naturalizado espanhol Mario Vargas Llosa, membro do célebre Diálogo Interamericano, que chegou ao cúmulo de afirmar que o continente necessita da vitória da candidata do PAN.</p>
<p>Sobre a decisão argentina de reassumir o controle da YPF, ele escreveu um artigo com fortes críticas, intitulado &#8220;A guerra perdida&#8221;, o qual foi publicado tanto na Espanha como no México, em 22 de abril (<em>El País</em> e outros). Disse ele:</p>
<blockquote><p>A expropriação de 51% do capital da YPF, propriedade do grupo Repsol&#8230; não devolverá a &#8220;soberania energética&#8221; à Argentina&#8230; Simplesmente, irá distrair por um curto período a opinião pública dos graves problemas sociais e econômicos que a afetam, com um porre passageiro de patriotadas nacionalistas, até que chegue a hora da ressaca e se descubra que aquela medida terá causado ao país muito mais prejuízos que benefícios, e agravado a crise provocada por uma política populista e demagógica, que o está aproximando do abismo.</p></blockquote>
<p>Um preocupado Vargas Llosa finaliza: &#8220;(&#8230;) Do México ao Brasil, embora ainda haja enormes problemas a serem enfrentados&#8230; já parecia superada a época nefasta do nacionalismo econômico, do desenvolvimento para dentro, do dirigismo estatal da economia, que tanta violência e miséria nos causaram.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/mexico-o-imbroglio-anglo-espanhol-da-pemex/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Europa y Rusia: hora de superar el &#8220;periodo de estancamiento&#8221;</title>
		<link>http://www.msia.org.br/europa-y-rusia-hora-de-superar-el-periodo-de-estancamiento/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/europa-y-rusia-hora-de-superar-el-periodo-de-estancamiento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 17:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisabeth Hellenbroich</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos/Asuntos estratégicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=184</guid>
		<description><![CDATA[La Federación Rusa es un país inmensamente grande y rico, cuya historia y cultura han sido fomentadas en gran medida por el intercambio con Europa. No obstante, muy pocos europeos entienden adecuadamente la historia rusa y por ello no están dispuestos a recibirla seriamente como socia. El problema central es [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>La Federación Rusa es un país inmensamente grande y rico, cuya historia y cultura han sido fomentadas en gran medida por el intercambio con Europa. No obstante, muy pocos europeos entienden adecuadamente la historia rusa y por ello no están dispuestos a recibirla seriamente como socia. El problema central es que no existe número suficiente de europeos con una buena &#8220;visión&#8221; de cómo Rusia y Europa podrían trabajar unidas. Las relaciones actuales entre Rusia y la Unión Europea (UE) se caracterizan por el estancamiento y por la frustración. Si hubiese algún impulso positivo, este debiera provenir de Alemania, un aliado histórico de Rusia. Sin embargo, en Alemania, en especial, existen personalidades de la elite, que, o están muy ocupados con sus propios negocios, o son muy arrogantes para entender lo está en marcha, en términos de relaciones estratégicas futuras.</p>
<p>Un factor clave deberán ser las tareas principales del tercer mandato presidencial de Vladimir Putin. Según una persona bien informada de los asuntos rusos, con quien conversé, las cuestiones centrales son: 1) las relaciones de Rusia con China; 2) el papel de la UE en esa configuración; y 3) cuán constructivas serán las relaciones ruso-alemanas.</p>
<p>Mientras tanto, se advierte un cierto nerviosismo en los círculos de la élite rusa, que puede verse en las inquietudes, sobre los acontecimientos del Medio Oriente. En el aire hay preguntas como: ¿qué le sucedería a Rusia, ante una crisis estratégica global desencadenada por actos iraníes y de otros países de la región, que resulten en restricciones petrolíferas? ¿Qué hacer si Europa fuese alcanzada por una nueva serie de tempestades monetarias?</p>
<p>Pero también hay preocupaciones sobre probables conflictos multinacionales dentro de la propia Rusia (en particular en el Sur). La otra gran pregunta es: ¿Qué modelo económico adoptará Rusia en el futuro para permitir la modernización económica y el progreso armónico de todos los estratos sociales? Lo que hace falta es una verdadera locomotora, un motor de desarrollo que dinamice este proceso. Para los conocedores de la historia rusa, el preciso recordar el periodo de la &#8220;Smuta,&#8221; o época de problemas, que duró de 1598 a 1613, cuando terminó la dinastía Rurik de Iván el terrible y los Romanov subieron al trono. El periodo se simboliza por la adoración de los dos héroes de la época, retratados en un monumento de la Plaza Roja, cerca de la catedral de San Basilio: Kusman Minin, un mercader de Nishni Novgorod, y el duque Dimitri Pocharsky. A ambos se les venera como los héroes que liberaron Moscú del yugo de los invasores extranjeros, en 1612. Poco tiempo después de esto, Europa fue presa de la más devastadora guerra religiosa, la Guerra de los 30 años, cuyos múltiples efectos todavía viven en la memoria colectiva de muchas naciones europeas occidentales y cuyo fin fue proporcionado por la reconciliación establecida en el Tratado de Westfalia de 1648.</p>
<p align="center"><strong>La riqueza económica y espiritual de Rusia</strong></p>
<p>En el marco de estas referencias, se puede imaginar qué tipo de preocupaciones históricas pueden influenciar a algunos integrantes de la élite rusa, así como los desafíos con los que Putin tendrá que luchar.</p>
<p>1) Demografía: aunque muchas cosas se han hecho en los últimos años para superar el problema demográfico que representa una reducción poblacional del orden de un millón de personas por año, este continúa siendo uno de los problemas más graves del país. Para transformar esta tendencia de contracción, se debe reforzar el papel de la familia -lo que sigue en paralelo con el fortalecimiento de los valores fundados en la fe cristiana. Este factor se muestra, por ejemplo, en los temas referentes al aborto, que, en Rusia, ya se convirtió en una normalidad en las vidas de muchas mujeres.</p>
<p>2) Escasez de productos manufacturados rusos: es necesario un empeño para promover la producción nacional. Un caso ejemplar es que Rusia exporta madera bruta a China e importa muebles chinos.</p>
<p>3) Clase media y corrupción: Además de que es esencial que se cree una clase media sólida y activa en el sector de las industrias pequeñas y medianas, existe un problema serio de corrupción que se debe enfrentar con efectividad. Cuando un empresario quiere construir un puente o una carretera en alguna región, la actitud de las autoridades locales conduce con frecuencia a una situación que provoca la obstrucción de la obra, debido a la corrupción que la torna prohibitiva.</p>
<p>4) Relaciones con China: Rusia necesita de China, un destino creciente de las exportaciones rusas de petróleo y gas natural. Además, el comercio entre el Extremo oriente ruso y China ha aumentado rápidamente, al igual que la emigración china para la región, que guarda un norme potencial de recursos naturales a ser explotados.</p>
<p>5) Problemas étnicos: tienden a ser graves, dado que Rusia es un estado multinacional y multiétnico. Existen tensiones separatistas en regiones como Yakutia Siberiana (República Saja), rica en diamantes; tiene conflictos étnicos frecuentes en el cinturón islámico al Sur (Chechenia, Daguestán e Ingushetia), que, aunque están en orden, podrían estallar en cualquier momento, considerando, principalmente, que ciertos intereses externos quisieran fomentarlos.</p>
<p>Entonces, la pregunta claves es: ¿Cómo unificar este estado multiétnico? ¿Qué tipo de ideología e identidad se debe fortalecer entre el pueblo ruso?</p>
<p align="center"><strong>El papel de la Iglesia ortodoxa rusa</strong></p>
<p>La Iglesia ortodoxa rusa puede desempeñar un papel importante como productora de ideas, pero también como mediadora entre facciones contenciosas de la sociedad. A diferencia de Polonia, donde la Iglesia católica siempre estuvo enraizada profundamente en la sociedad, la Iglesia ortodoxa rusa tuvo que rehacerse enteramente luego de la caída del régimen comunista, durante el cual la Iglesia y muchos religiosos fueron perseguidos brutalmente, con martirios y el cierre y la confiscación de iglesias y monasterios. La persecución de los cristianos y el papel de los mártires en la historia de Europa representan un fuerte factor unificador entre las Iglesias Católica y ortodoxa. En diciembre pasado, el Patriarcado de Moscú organizó una conferencia internacional trascendental sobre la &#8220;Discriminación y la persecución de los cristianos,&#8221; que congregó a altos representantes de las iglesias, ortodoxa, copta egipcia, asiria iraquí, el nuncio apostólico en Moscú y el arzobispo católico de la ciudad. Los representantes egipcio e iraquí hicieron conmovedores relatos sobre la persecución de los cristianos en sus países. Algunos presentes manifestaron en los debates el deseo de que el presidente electo Putin le de más atención al tema de las persecuciones de los cristiano y sus consecuencias estratégicas.</p>
<p align="center"><strong>El último discurso de Putin en la Duma</strong></p>
<p>En su última presentación como primer ministro ante la Duma (Cámara baja del Parlamento), el 11 de abril, Putin pidió al pueblo ruso que &#8220;haga esfuerzos constructivos&#8221; y que &#8220;actúe unidos,&#8221; con el fin de &#8220;promover el progreso de Rusia.&#8221; En esa ocasión hizo una sobria evaluación sobre las diferentes etapas que ha atravesado el país desde la eclosión de la crisis financiera de 2008.</p>
<p>De acuerdo con Putin, la comparación con algunas economías de la UE durante la crisis coloca a Rusia en ventaja, lo que se refleja en su déficit presupuestal relativamente bajo, gran volumen de reservas y las inversiones en la construcción de nuevas fábricas e instalaciones, en las industrias farmacéutica, de tecnología de la información, nanotecnología, materiales de construcción y maderera. Sin embargo, se necesita un volumen mucho mayor de inversiones para la modernización de equipos, líneas de producción y el aumento de la productividad. Mencionó, en particular, la industria aeronáutica.</p>
<p>El presidente electo destacó también la cuestión social, la reducción de la enorme brecha existente entre ricos y pobres, así como la elevación de los rendimientos y la creación de nuevos empleos.<br />
Putin le brindo atención especial al progreso del Extremo Oriente y de Siberia. La apertura de la primera línea del Oleoducto Este Siberiano-Pacífico es parte de este proyecto, que, según él, permitirá a Rusia exportar productos &#8220;para Asia y el Pacífico, una región muy promisoria que está haciendo progresos rápidos.&#8221; Mencionó también el acceso pionero a los mercados de gas europeos con la inauguración del gasoducto Nord Stream, seguida por la construcción del South Stream (a través del mar Negro), a finales de este año. En el futuro próximo, afirmó, se deberá crear una institución específica para &#8220;coordinar y vigilar los proyectos que sirva al progreso de la región.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/europa-y-rusia-hora-de-superar-el-periodo-de-estancamiento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Europa e Rússia: hora de superar &#8220;período de estagnação&#8221;</title>
		<link>http://www.msia.org.br/europa-e-russia-hora-de-superar-periodo-de-estagnacao/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/europa-e-russia-hora-de-superar-periodo-de-estagnacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 17:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisabeth Hellenbroich</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos/Asuntos estratégicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=182</guid>
		<description><![CDATA[A Federação Russa é um país imensamente grande e rico, cuja história e cultura têm sido grandemente fomentadas pelo intercâmbio com a Europa. Não obstante, bem poucos europeus têm um entendimento adequado da história russa e estão dispostos a receber seriamente o país como parceiro. O problema central é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Federação Russa é um país imensamente grande e rico, cuja história e cultura têm sido grandemente fomentadas pelo intercâmbio com a Europa. Não obstante, bem poucos europeus têm um entendimento adequado da história russa e estão dispostos a receber seriamente o país como parceiro. O problema central é que não existe um número suficiente de europeus com uma boa &#8220;visão&#8221; de como a Rússia e a Europa poderiam trabalhar juntas de forma construtiva. As relações atuais entre a Rússia e a União Europeia (UE) se caracterizam pela &#8220;estagnação&#8221; e por &#8220;frustração&#8221;. Se houver algum impulso positivo, ele deveria vir da Alemanha, um aliado histórico da Rússia. Porém, especialmente na Alemanha, existem elementos da elite que, ou estão muito ocupados com seus próprios negócios, ou são muito arrogantes para entender o que está em causa, em termos de relações estratégicas futuras.</p>
<p>Um fator-chave deverão ser os principais desafios do terceiro mandato presidencial de Vladimir Putin. Segundo um bem informado observador dos assuntos russos, com quem conversei, as questões centrais são: 1) as relações russas com a China; 2) o papel da UE nessa configuração; e 3) quão construtivas serão as relações russo-alemãs.</p>
<p>Enquanto isso, observa-se um certo nervosismo dentro de certos círculos da elite russa, que pode ter a ver com as crescentes preocupações sobre os acontecimentos no Oriente Médio, inclusive, os desdobramentos das rebeliões árabes. Estão na pauta questões como: o que aconteceria à Rússia, diante de uma crise estratégica global deflagrada por ações no Irã e outros países na região, que resultem em restrições petrolíferas? O que fazer, se a Europa for atingida por uma nova série de tempestades monetárias?</p>
<p>Mas há também preocupações sobre o potencial de conflitos multinacionais dentro da própria Rússia (em particular, no Sul). A outra grande questão é: que modelo econômico a Rússia adotará no futuro, para permitir a modernização econômica e um desenvolvimento harmônico de todos os estratos sociais? O que ainda falta é uma &#8220;locomotiva&#8221; verdadeira, um motor de desenvolvimento que dinamize este processo.</p>
<p>Para os conhecedores da história russa, é preciso recordar o período da &#8220;Smuta&#8221;, ou época de problemas, que durou de 1598 a 1613, quando acabou a dinastia Rurik de Ivã o Terrível e os Romanov subiram ao trono. É interessante observar o quão profundamente este período está entranhado na memória coletiva russa. Ele é simbolizado pela adoração dos dois heróis da época, que estão retratados em um monumento na Praça Vermelha, próximo à Catedral de São Basílio: Kusman Minin, um mercador de Nishni Novgorod, e o duque Dmitri Pocharsky. Ambos são venerados como os heróis que libertaram Moscou do jugo de invasores estrangeiros, em 1612. Pouco tempo depois deste evento, a Europa foi presa da mais devastadora guerra religiosa, a Guerra dos 30 Anos, cujos múltiplos efeitos ainda vivem na memória coletiva de muits nações europeias ocidentais e cujo fim foi proporcionado pela reconciliação estabelecida no Tratado de Westfalia de 1648.</p>
<p align="center"><strong>A riqueza econômica e espiritual da Rússia</strong></p>
<p>No contexto de tais referências, pode-se imaginar que preocupações históricas podem influenciar alguns membros da elite russa, bem como os desafios com os quais Putin terá que se defrontar:</p>
<p>1) Demografia: Mesmo que muita coisa tenha sido feito, nos últimos anos, para superar o desafio demográfico de uma redução populacional da ordem de 1 milhão de pessoas por ano, este continua sendo um dos mais sérios problemas do país. Para se reverter tal tendência contracionista, o papel da família deve ser reforçado &#8211; o que segue em paralelo com o fortalecimento dos valores baseados na fé cristã. Este fator se mostra, por exemplo, nas questões referentes ao aborto, que, na Rússia, já se tornou quase uma normalidade nas vidas de muitas mulheres.</p>
<p>2) Escassez de produtos manufaturados russos: É necessário um empenho para promover a produção nacional. Um caso exemplar é o fato de a Rússia exportar madeira bruta para a China e importar móveis chineses.</p>
<p>3) Classe média e corrupção: Além de ser essencial desenvolver uma classe média sólida, ativa no setor de pequenas e médias indústrias, há um sério problema de corrupção, que precisa ser efetivamente enfrentado. Quando um empreendedor quer construir uma ponte ou estrada em alguma região, a atitude das autoridades locais, com frequência, conduz a uma situação que provoca a obstaculização do projeto, devido à corrupção que o torna proibitivo.</p>
<p>4) Relações com a China: A Rússia precisa da China, que tem sido um destino crescente das exportações russas de petróleo e gás natural. Ademais, o comércio entre o Extremo Oriente russo e a China tem aumentado rapidamente, inclusive, a imigração chinesa para a região, que tem um enorme potencial de recursos naturais a ser explorado.</p>
<p>5) Problemas étnicos: Tendem a ser sérios, dado que a Rússia é um Estado multinacional e multiétnico. Existem tensões separatistas em regiões como a Yakutia Siberiana (República Sakha), rica em diamantes; há frequentes conflitos étnicos no cinturão islâmico ao Sul (Chechênia, Daguestão e Ingushétia), que, embora estejam sob controle, poderão explodir em algum momento, principalmente, considerando-se certos interesses externos de fomentá-los.</p>
<p>Assim, a pergunta-chave é: como unificar este Estado multiétnico? Que tipo de ideologia e identidade deve ser fortalecida entre o povo russo?</p>
<p>A Igreja Ortodoxa Russa pode desempenhar um papel importante, como produtora de ideias, mas também como mediadora entre as facções contenciosas da sociedade. Ao contrário da Polônia, onde a Igreja Católica sempre esteve profundamente enraizada na sociedade, a Igreja Ortodoxa Russa teve que ser inteiramente refeita após a queda do regime comunista, durante o qual a Igreja e muitos religiosos foram brutalmente perseguidos, com martírios e o fechamento e confisco de igrejas e mosteiros. A perseguição dos cristãos e o papel dos mártires na história da Europa representam um forte fator unificador entre as igrejas Católica e Ortodoxa. Em dezembro último, o Patriarcado de Moscou organizou uma importante conferência internacional sobre &#8220;A discriminação e perseguição de cristãos&#8221;, que reuniu altos representantes das igrejas Ortodoxa, Copta egípcia, Assíria iraquiana, o núncio papal em Moscou e o arcebispo católico da cidade, Paolo Pezzi. Os representantes egípcio e iraquiano fizeram chocantes relatos sobre a perseguição aos cristãos em seus países. Nos debates, alguns presentes manifestaram o desejo de que o presidente eleito Putin dê mais atenção ao tema das perseguições aos cristãos e suas implicações estratégicas.</p>
<p align="center"><strong>O último discurso de Putin na Duma</strong></p>
<p>Em sua última apresentação como premier perante à Duma (Câmar Baixa do Parlamento), em 11 de abril, Putin pediu ao povo russo que &#8220;faça esforços construtivos&#8221; e &#8220;atue unido&#8221;, com o objetivo de &#8220;promover o desenvolvimento da Rússia&#8221;. Na ocasião, ele fez uma sóbria avaliação sobre as diferentes etapas que o país vem atravessando desde a eclosão da crise financeira de 2008.</p>
<p>De acordo com Putin, a comparação com algumas economias da UE durante a crise coloca a Rússia em vantagem, o que se reflete no seu déficit orçamentário relativamente baixo, grande volume de reservas e os investimentos na construção de novas fábricas e instalações, nas indústrias farmacêutica, tecnologia de informações, nanotecnologia, materiais de construção e madeireira. Porém, um volume muito maior de investimentos se faz necessário, para a modernização de equipamentos, linhas de produção e o aumento da produtividade. Ele mencionou, em particular, a indústria aeronáutica.</p>
<p>O presidente eleito destacou, também, a questão social, especialmente, a redução da enorme brecha existente entre ricos e pobres, bem como a elevação dos rendimentos e a criação de novos empregos.</p>
<p>Putin conferiu uma atenção especial ao desenvolvimento do Extremo Oriente e da Sibéria. A abertura da primeira linha do Oleoduto Leste Siberiano-Pacífico é parte deste projeto, que, segundo ele, permitirá à Rússia exportar produtos &#8220;para a Ásia e o Pacífico, uma região muito promissora, que está fazendo rápidos progressos&#8221;. Ele mencionou, também, o acesso pioneiro aos mercados de gás europeus, com a inauguração do gasoduto Nord Stream, seguida pela construção do South Stream (através do Mar Negro), ao final deste ano. No futuro próximo, afirmou, deverá ser criada uma instituição específica para &#8220;coordenar e controlar os projetos que sirvam ao desenvolvimento da região&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/europa-e-russia-hora-de-superar-periodo-de-estagnacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>En Francia existe otra oportunidad para eliminar el absolutismo del mercado</title>
		<link>http://www.msia.org.br/en-francia-existe-otra-oportunidad-para-eliminar-el-absolutismo-del-mercado/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/en-francia-existe-otra-oportunidad-para-eliminar-el-absolutismo-del-mercado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 17:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa - Destaque]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=179</guid>
		<description><![CDATA[De los cinco países de la Unión Europea (UE) donde hubo elecciones el comienzo de mayo, Francia es el que presenta un mayor impacto potencial en la evolución del escenario global, en el futuro inmediato. Y no porque el presidente electo Francois Hollande sea un estadista consumado (en verdad, está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De los cinco países de la Unión Europea (UE) donde hubo elecciones el comienzo de mayo, Francia es el que presenta un mayor impacto potencial en la evolución del escenario global, en el futuro inmediato. Y no porque el presidente electo Francois Hollande sea un estadista consumado (en verdad, está lejos de esto), sino por las circunstancias en que sustituirá a Nicolas Sarkozy en el mando del Elíseo, teniendo en sus manos la posibilidad -abandonada por su antecesor- de poner el gran peso específico de su país al frente de una &#8220;revolución&#8221; para acabar con el absolutismo de los mercados financieros en la formulación de políticas.</p>
<p>De hecho, como observaron varios comentaristas, más que Hollande fuera el vencedor en las elecciones, fue Sarkozy quien las perdió, al renunciar a la oportunidad de ejercer un papel verdaderamente histórico en su mandato.</p>
<p>Sarkozy fue uno de los primeros jefes de Estado en impulsar la imperiosa necesidad de una reforma financiera global y apuntó el dedo hacia los paraísos fiscales como agravantes de la crisis financiera. A propósito, es oportuno recordar su discurso de toma de posesión, que contenía las siguientes consideraciones:</p>
<p>&#8220;Quiero decir a los franceses: el pleno empleo, el crecimiento, el aumento del poder adquisitivo, la revalorización del trabajo, la moralización del capitalismo, todo esto es necesario y es posible. Pero no son más que medios que deben ser puestos al servicio de una cierta idea del hombre, de un ideal de sociedad donde cada unió pueda encontrar su lugar, donde la dignidad de todos y de cada uno sea reconocida y respetada&#8221;.</p>
<p>Para infortunio de Francia y del mundo civilizado, Sarkozy terminó dando la razón a los que lo consideraban un norteamericanófilo, al acomodarse en la posición de junior partner de la agenda hegemónica anglo-americana. Así, su principal iniciativa en el ámbito internacional fue asumir el liderazgo de la desastrosa intervención militar en Libia, junto con el Reino Unido de David Cameron, al frente de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), a cuya estructura de comando Francia retornó en su mandato.</p>
<p>Además, en otras oportunidades, colocó a Francia en el remolque de la agenda hegemónica del eje anglo-americano, como la incesante acometida contra el programa nuclear iraní y en las presiones contra el régimen de Bashar al-Assad, en Siria. Sumados a la pasividad ante los problemas socioeconómicos internos, causados por la recesión y la crisis del euro, tales factores contribuyeron en mucho a su desgaste político, además de retirarle la posibilidad de ejercer un liderazgo internacional efectivo en medio de las turbulencias de la crisis global.</p>
<p>Si tiene un entendimiento profundo de la nación francesa Hollande podrá retomar con sus propias especificidades la agenda abandonada por Sarkozy, que en realidad se sintetizarían en caminar hacia una nueva economía interna y externa, y recuperar la independencia en la política exterior francesa. En esto cabe destacar una aproximación estratégica con la Federación Rusa, para empezar a pavimentar el camino de un entendimiento ruso-europeo orientado hacia el desarrollo de Euroasia. Sin menospreciar un acercamiento consistente con el bloque BRICS, lo que podría ser fundamental para aflojar los lazos de la hegemonía anglo-americana en Europa. Si, junto con esto, adopta una actitud cooperativa en relación a Irán, contribuiría sobremanera a la reducción de las tensiones en el escenario mundial.</p>
<p>Por lo pronto los escribas del &#8220;establishment&#8221; oligárquico, ya anticipan lo que les molesta de Hollande.</p>
<p>El editor emérito de la agencia UPI, Martin Walker, le dedico una acre columna el 7 de mayo pasado:</p>
<p>&#8220;Ningún presidente de un país importante se eligió jamás con tan poca experiencia de gobierno. Un asesor informal de la maquinaria del partido socialista, Hollande nunca fue ministro y nunca dirigió nada, excepto la presidencia del consejo administrativo de Correze, el departamento más corrupto y endeudado de Francia.</p>
<p align="left">&#8220;Hollande casi no habla inglés y tiene poca experiencia en los altos niveles de la política internacional. La canciller alemana Angela Merkel se ofreció a hacer campaña por Sarkozy, contra el. El premier británico David Cameron estaba ocupado cuando Hollande visitó Londres. El presidente norteamericano Barack Obama quien se reunirá por primera vez con Hollande en la cumbre de la OTAN en Chicago, este mes, se encuentra en la antesala de un encuentro difícil, ya que Hollande se comprometió a retirar todas las tropas francesas de Afganistán hacia finales de este año.</p>
<p>&#8220;En Europa, Hollande amenaza ser una figura divisora, después de prometer retar el pacto de responsabilidad fiscal que Merkel impuso a los socios de la zona del euro, como precio del apoyo alemán en la crisis del euro. Hollande quiere que el pacto de austeridad encabezado por los alemanes sea suavizado con el nuevo compromiso de enfocarse a la restauración del crecimiento&#8221;.</p>
<p align="center"><strong>No hay solución &#8220;europea&#8221;</strong></p>
<p>Por otro lado, se manifiesta una falsa selección de opciones, entre lo que sería la agenda de austeridad fiscal defendida por la Alemania de Angela Merkel y soluciones de ropaje keynesiano, involucrando nuevos gastos públicos y medidas del género, como las propuestas por Paul Krugman y otros economistas críticos de los excesos resultantes de la desregulación de los mercados financieros. Ni el problema central es europeo, ni, tampoco, habrá alguna solución exclusivamente continental al compás de espera que amenaza la zona del euro. La cuestión se remite a la propia estructura del sistema financiero y monetario internacional, en su actual forma: si no se reforma, reestructurándolo y reorientándolo hacia el papel tradicional de apoyo a la economía real, no hay posibilidad de una solución positiva posible para la crisis -excepto, su profundización, quizá, acompañado por un conflicto armado de grandes proporciones.</p>
<p>Sin una reforma financiera en regla, que encuadre los flujos financieros transfronterizos y los obligue a reorientarse hacia las inversiones y actividades productivas (incluida aquí una seria limitación al funcionamiento de los paraísos fiscales), y la comprensión de que el mundo necesita de la apertura de nuevos espacios económicos, compatibles con el surgimiento de nuevos protagonistas en el escenario global y las aspiraciones de progreso social de la mitad inferior de la población mundial, no podrá haber soluciones duraderas y constructivas para la crisis, tan solo paliativos de efectos limitados -que solamente podrán retrasar una implosión final de un sistema cuya disfuncionalidad no necesita de nuevas evidencias.</p>
<p>Estos nuevos espacios están representados, principalmente, por la masa continental euroasiática, el continente africano e Iberoamérica, en especial, América del Sur. Con los instrumentos crediticios adecuados, una arquitectura institucional favorable y un ambiente internacional más orientado hacia la cooperación que por las confrontaciones hegemónicas, el pleno desarrollo de etas vastas regiones ofrece a la economía mundial una perspectiva de recuperación mucho más concreta de lo que cualquier agenda que contemple solamente el tradicional recetario prevaleciente de los &#8220;negocios como siempre&#8221;. Por si las dudas, la referencia al New Deal de Roosevelt es recurrente entre los proponentes de caminos alternativos para la superación de la crisis, como lo ha sugerido, entre otros, la nueva figura ascendente de la política griega, el líder del bloque de izquierda Syriza, Alexis Tsipas, quien ya despunta como el enfant terrible de las huestes &#8220;antiausteridad&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/en-francia-existe-otra-oportunidad-para-eliminar-el-absolutismo-del-mercado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma radiografia do &#8220;Sistema da Dívida&#8221;</title>
		<link>http://www.msia.org.br/uma-radiografia-do-sistema-da-divida/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/uma-radiografia-do-sistema-da-divida/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 17:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa - Destaque]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=176</guid>
		<description><![CDATA[Em uma entrevista publicada na edição de março do Jornal dos Economistas, do Conselho Regional de Economia (Corecon-RJ), que deveria ser lida por todos os brasileiros interessados no futuro do País, a auditora fiscal da Receita Federal Maria Lucia Fattorelli proporciona uma esclarecedora &#8220;aula&#8221; sobre o funcionamento das finanças públicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma entrevista publicada na edição de março do <em>Jornal dos Economistas,</em> do Conselho Regional de Economia (Corecon-RJ), que deveria ser lida por todos os brasileiros interessados no futuro do País, a auditora fiscal da Receita Federal Maria Lucia Fattorelli proporciona uma esclarecedora &#8220;aula&#8221; sobre o funcionamento das finanças públicas no Brasil e, mais especificamente, o controle do processo exercido pelos grupos dominantes. Para ela, este &#8220;Sistema da Dívida&#8221;, como o denomina, está no cerne da tendência à concentração de riqueza e renda prevalecente e não porporciona quaisquer vantagens ao País como um todo.</p>
<p>Funcionária da Receita Federal desde 1982, Fattorelli tem também se engajado em uma série de iniciativas públicas de esclarecimento sobre o assunto. Em 2000, assumiu a coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida. Em 2007 e 2008, a convite do governo do Equador, participou da Comissão de Auditoria Integral da Divida Pública daquele país e, entre 2009 e 2010, da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Dívida, no Congresso brasileiro. Tal currículo faz dela uma referência sobre o tema dívida pública, que considera o verdadeiro &#8220;vilão&#8221; das contas públicas nacionais.</p>
<p>A dimensão do problema se mostra no fato de que nada menos que 47% dos recursos orçamentários federais em 2012 são destinados ao serviço da dívida. Em 2011, foram 45,05%, deixando apenas migalhas para as rubricas fundamentais para a grande maioria da população: Saúde &#8211; 4.07%; Educação &#8211; 2,99%; Transportes &#8211; 0,68%; Ciência e Tecnologia &#8211; 0,32%; Energia &#8211; 0,03%; Saneamento &#8211; 0,02%.</p>
<p>Fattorelli afirma que a sangria tem raízes históricas: &#8220;A reserva de 47% dos recursos federais em 2012 para pagamento do serviço da dívida decorre do modelo econômico vigente no país. Esse modelo é equivocado sob vários aspectos, especialmente no que se refere à opção pelo endividamento ao invés da adoção de uma tributação justa. Tal modelo tem raízes históricas no processo de colonização e influenciou a conformação injusta da sociedade brasileira. Em termos de política fiscal, determinou a adoção de modelo tributário regressivo, que tem propiciado a contínua concentração da riqueza e da renda, além de garantir à dívida pública uma série de privilégios que denominamos &#8216;Sistema da Dívida&#8217;. Em tese, o endividamento público deveria funcionar como fonte de recursos para o Estado, aportando recursos não suficientemente arrecadados por meio dos tributos. Na prática, tem funcionado como mecanismo de crescente desvio de recursos públicos para o setor financeiro privado, sem qualquer contrapartida em bens ou serviços à Nação.&#8221;</p>
<p>Na verdade, esse sistema &#8211; como ela ressalta &#8211; é praticado em muitos outros países e está na raiz da presente crise financeira global, por mostrar-se absolutamente incompatível com os requisitos da economia mundial crescentemente complexa, diversificada e interconectada do século XXI. Não obstante, o seu funcionamento é pouco conhecido e, por conseguinte, muitos se equivocam quanto à verdadeira origem de muitos problemas das finanças públicas nacionais.</p>
<p>De acordo com Fattorelli, o sistema tem quatro componentes cruciais: 1) todo gasto governamental exige a indicação das respectivas fontes de recursos, exceto a dívida; 2) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que garante a atualização mensal da dívida, por índices cuja variação é superior ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo); 3) a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita gastos e investimentos sociais, mas não estabelece limite algum para o custo da política monetária, garantindo elevados juros aos rentistas; e 4) o controle de inflação baseado na utilização dos juros como instrumento de controle de preços e no controle do volume de moeda em circulação (apesar de 70% da inflação se deverem aos aumentos de preços de serviços públicos privatizados e de o controle de moeda circulante não ter sido acompanhado pelo controle de capitais especulativos).</p>
<p>Para o enfrentamento do problema, Fattorelli sugere uma estratégia baseada em medidas escalonadas, a curto, médio e longo prazos. Para começar, seria imprescindível uma auditoria da dívida, &#8220;pois não podemos continuar pagando dívidas ilegais e ilegítimas à custa de tanto sacrifício social e comprometimento das gerações futuras&#8221;. Em seguida, seria preciso, entre outras medidas, interromper, de imediato: a) a emissão de títulos para pagar juros; b) a contabilização irregular da parcela dos juros nominais (correspondente à atualização monetária), como se fosse amortização ou rolagem, o que levaria a uma drástica redução dos juros; c) a emissão de títulos para pagar juros; d) a prática de enxugar o excesso de dólares especulativos que entram no País, trocando-os por títulos da dívida; e) as medidas que estão acelerando a transferência da crise internacional para o Brasil, especialmente o relaxamento das regras para derivativos e produtos financeiros sem lastro.</p>
<p>A médio prazo, com base na auditoria da dívida, seria preciso redirecionar os recursos para investimentos efetivos em educação, tecnologia, saúde, moradia digna, transportes de qualidade, energia limpa, geração de empregos e resgate efetivo da qualidade de vida, além de uma revisão na estrutura tributária nacional.</p>
<p>A longo prazo, &#8220;prosseguir com a auditoria integral regular, de forma transparente e com a participação cidadã, para que o endividamento público deixe de ser elemento de tirania financeira e retome seu papel de financiamento do Estado&#8221;.</p>
<p>A exposição de Fattorelli deixa claro que, assim como ocorre na maioria dos demais países, a alegada &#8220;falta de recursos&#8221; para os investimentos nos setores que, efetivamente, sustentam a economia real, tanto na infraestrutura física como na social, não decorre de limitações intrínsecas da economia, mas do controle privado do sistema de emissão de moeda e crédito e de financiamento das instituições públicas. Esta é, de fato, a essência do sistema hegemônico estabelecido desde o final do século XVII, com a criação do Banco da Inglaterra, cujos limites, estes sim, estão à luz do dia. Por conseguinte, é preciso uma ampla conscientização sobre essa realidade, para que o fim de tal &#8220;Sistema da Dívida&#8221; passe a integrar as pautas de reivindicações e ações da cidadania.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/uma-radiografia-do-sistema-da-divida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A cúpula de segurança nuclear de Seul</title>
		<link>http://www.msia.org.br/a-cupula-de-seguranca-nuclear-de-seul/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/a-cupula-de-seguranca-nuclear-de-seul/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 16:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonam dos Santos Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos/Asuntos estratégicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=170</guid>
		<description><![CDATA[Em inglês, existem duas palavras, safety e security, que são traduzidas pela palavra única em português, &#8220;segurança&#8221;. Entretanto, safety se refere aos aspectos técnicos associados à prevenção e resistência a falhas materiais e humanas inadvertidas e security, à prevenção e resistência a falhas provocadas intencionalmente, tais como sabotagem de instalações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em inglês, existem duas palavras, <em>safety</em> e <em>security</em>, que são traduzidas pela palavra única em português, &#8220;segurança&#8221;. Entretanto, <em>safety</em> se refere aos aspectos técnicos associados à prevenção e resistência a falhas materiais e humanas inadvertidas e<em> security</em>, à prevenção e resistência a falhas provocadas intencionalmente, tais como sabotagem de instalações e desvio de materiais nucleares. Neste sentido, <em>safety</em> e <em>security</em> são complementares, na medida em que, quanto maior a safety, maior a resistência a eventuais brechas na security.</p>
<p>A segunda Cúpula sobre Segurança Nuclear, em Seul (26-27 de março) abordou a <em>security</em> e pretende reforçar e avaliar a efetiva implementação dos compromissos assumidos na Cúpula de Washington (2010). A convocação dessa primeira cúpula atendeu ao interesse do presidente estadunidense Barack Obama, de promover a agenda do combate ao terrorismo nuclear, na esteira do discurso que proferiu em Praga, em abril de 2009.</p>
<p>Politicamente, serviu como uma contrapartida à sua iniciativa, também anunciada em Praga, de reavivar o processo de reduções dos arsenais nucleares com a Rússia, que se materializou no novo acordo START (2010).</p>
<p>A Cúpula de Washington definiu o terrorismo nuclear como uma das &#8220;principais ameaças à segurança internacional&#8221; e estabeleceu o compromisso político dos participantes de &#8220;guardar de forma segura todo o material nuclear sensível&#8221; até 2014.</p>
<p>A <em>security</em> está vinculada diretamente à proteção física das instalações e dos materiais nucleares, e deve visar não apenas à prevenção do terrorismo nuclear mas, principalmente, à criação de um ambiente nacional, regional e global seguro que facilite e venha a fortalecer a promoção dos legítimos usos pacíficos da energia nuclear, afastando os riscos e ameaças decorrentes do seu uso ilícito e malevolente.</p>
<p>O processo iniciado pela Cúpula de Washington tem sido críticado ante a possibilidade de que acabe sendo criado um foro paralelo à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), de caráter permanente e multilateral apenas na fachada, pois controlado pelos países aos quais o Tratado de Não Proliferação (TNP) permite a posse de armas nucleares. Deverá, entretanto, continuar até pelo menos até 2014, quando a Holanda sediará a cúpula seguinte à de Seul.</p>
<p>Esse processo não deveria servir de pretexto para se coibir o uso e desenvolvimento da energia nuclear para fins pacíficos, já que não há vínculo necessário e suficiente entre o crescente uso pacífico da energia nuclear e a possibilidade de que agentes criminosos tenham acesso a materiais físseis ou a instalações nucleares.</p>
<p>Mudanças climáticas e proliferação de armas nucleares, com seus riscos de acidentes associados, são os dois fatores que representam a maior ameaça à paz e à segurança internacional, senão à própria sobrevivência da civilização. Mas enquanto a ameaça das mudanças climáticas se coloca no longo prazo, as armas nucleares são uma ameaça que pode se concretizar a qualquer momento.</p>
<p>A maneira eficaz de se prevenir a ameaça imediata das armas seria a eliminação total e irreversível de todos os arsenais nucleares e a proscrição da produção e uso de urânio altamente enriquecido e de plutônio em &#8220;grau de arma&#8221;, materiais que não existem no territorio brasileiro. Para prevenir a ameaça de longo prazo representada pelas mudanças climáticas, a desmistificação e o desenvolvimento em ampla escala da geração elétrica nuclear teria uma significativa contribuição. Mas esses dois temas não têm sido focados pelas cúpulas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/a-cupula-de-seguranca-nuclear-de-seul/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>La OCDE se sube al tren de la “economía verde”</title>
		<link>http://www.msia.org.br/la-ocde-se-sube-al-tren-de-la-%e2%80%9ceconomia-verde%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/la-ocde-se-sube-al-tren-de-la-%e2%80%9ceconomia-verde%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 16:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Geraldo Luís Lino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Máfia Verde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=167</guid>
		<description><![CDATA[Entre las grandes instituciones multilaterales, la Organización para la Cooperación y Desarrollo económico (OCDE) era una de las pocas que todavía no se había sentado cómodamente en el convoy del ambientalismo, elevado a la condición de directriz fundamental de la organización de las sociedades y de las economías. Ahora ya [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre las grandes instituciones multilaterales, la Organización para la Cooperación y Desarrollo económico (OCDE) era una de las pocas que todavía no se había sentado cómodamente en el convoy del ambientalismo, elevado a la condición de directriz fundamental de la organización de las sociedades y de las economías. Ahora ya no más. La entidad que representa a las economías más industrializadas del mundo se unió la semana pasada con gran bombo al convoy de la “economía verde” con la divulgación de un informe sobre las perspectivas ambientales del planeta para mediados del siglo, en caso de que no se tomen medidas preventivas inmediatas –evidentemente, fundadas en “soluciones de mercado.”</p>
<p>No obstante que haya pasado un tanto desapercibido en medio de los preparativos de la conferencia Río+20, el informe, dado a conocer el 15 de marzo y titulado “Panorama ambiental para 2050: las consecuencias de la inacción,” fue anunciado con los habituales encabezados de escándalo, como el del sitio de internet G1: “El mundo se desplomará de continuar el ritmo de crecimiento, afirma la OCDE.” O el de la revista Business Week: “La OCDE prevé un panorama ‘horrible’ para el ambiente mundial en 2050.”</p>
<p>En efecto, el boletín de prensa de la OCDE trasmite un tono de alarma y urgencia:<br />
Aunque los países luchen contra los desafíos inmediatos de las finanzas públicas agotadas y del desempleo elevado, no deben olvidar el largo plazo. Se tienen que poner en práctica medidas inmediatas para evitar daños irreversibles en el ambiente.</p>
<p>“Fuentes de crecimiento más verdes serían de utilidad, hoy, para que los gobiernos enfrenten esos desafíos apremiantes. El reverdecimiento de la agricultura, el abastecimiento de agua y de energía y de las industrias serán críticos en el año 2050 para que se puedan atender las necesidades de más de 9 mil millones de personas,” dice el secretario general de la OCDE, José Ángel Gurría.</p>
<p>Para los autores del documento, el “reverdecimiento” de la economía está vinculado directamente –no podía ser otra cosa- a la reducción de las emisiones de carbono proveniente del uso de combustibles fósiles, y haciendo eco a los pronóstico divulgados anteriormente por otras agencias, afirman que en 2050 la demanda energética mundial será 80 por ciento superior a la actual, con las economías emergentes causantes de la mayor parte de ese crecimiento. Si se admite que 85 por ciento de esa demanda será satisfecha con petróleo, gas natural y carbón mineral (índice superior al actual 82 por ciento), afirman que esto podría acarrear “un aumento de 50 por ciento de las emisiones globales de gases de efecto invernadero y el empeoramiento de la contaminación del aire.”</p>
<p>La mención de la contaminación atmosférica señala la reorientación del programa de politización de la cuestión climática en el ámbito internacional, hasta ahora enfocado predominantemente en las supuestas influencias del aumento de las concentraciones de carbono sobre las temperaturas, el nivel del mar y otras consecuencias. En función del descrédito creciente de esa variante en el discurso catastrofista y de algunos de sus principales portavoces internacionales, el aparato “calientista” parece que está ampliando el abanico de sus opciones, con la intención de mantener esa lucrativa máquina de miles de millones de dólares.</p>
<p>El documento, de facto, destaca enormemente la contaminación atmosférica urbana, con la afirmación de que está en camino de convertirse en “la mayor causa ambiental de mortalidad mundial, en 2050, por encima de las aguas negras y de la falta de sanidad.”</p>
<p>Lo más curioso es que las deficiencias de aguas y saneamiento básico, que constituyen con mucho el problema ambiental más grande del planeta, rara vez se mencionan en documentos ambientalistas y, ahora, la OCDE les confiere la debida promoción –pero tan sólo para resaltar la dimensión de la amenaza de la contaminación atmosférica urbana, atribuida al ¡uso creciente de combustibles fósiles! Claro, no se trata de aficionados.</p>
<p>El documento hace una lista de tareas urgentes, como la pérdida mundial de biodiversidad y la creciente demanda de agua, acompañada de sombrías proyecciones y consecuencias para la población mundial, en especial en las economías emergentes y en los países menos desarrollados. Por fortuna para la Humanidad, los autores del informe de la OCDE ponen toda su pre-ciencia y visión a largo plazo para ofrecer una opción:</p>
<p>Para evitar el sombrío futuro que pinta el “Panorama ambiental para 2050,” el informe recomienda un coctel (sic) de soluciones políticas: usar impuestos ambientales y esquemas de comercio de emisiones para hacer más costosa la contaminación que las opciones verdes: valorar y ponerle precio a los activos naturales y a los servicios de los ecosistemas, como el aire limpio, el agua y la biodiversidad, dándole su valor verdadero; retirarle a los combustibles fósiles y a los esquemas hidráulicos despilfarradores los subsidios ambientales perjudiciales; fomentar las innovaciones verdes, encarecer los modos de producción y de consumo contaminantes y, al mismo tiempo, proporcionar apoyo público a la investigación (de las “innovaciones verdes”).</p>
<p>Como puede verse, la intención es mantener el maligno plan de “descarbonización” de la economía mundial, sin ofrecer ninguna opción tecnológica efectivamente más moderna, sino tan solo el manido recetario de “soluciones de mercado,” lo que aseguraría una enorme expansión del mercado de los créditos de carbono (y sin duda, la siguiente burbuja especulativa en el camino de la reconstrucción de la economía mundial). Además, la adopción a gran escala de semejante coctel representaría un obstáculo inmenso para el progreso de las economías emergentes, en especial, las asiáticas –lo que, evidentemente, no desagradaría a los integrantes de la OCDE, algunos de los cuales están bastante inquietos con el movimiento del centro de gravedad geoeconómico del planeta hacia la cuenca del Pacífico. No obstante, es difícil que se pueda “reverdecer” una economía mundial que se encuentra seriamente amenazada con el peligro de “entrar en el rojo,” si no se cambia su tendencia actual.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/la-ocde-se-sube-al-tren-de-la-%e2%80%9ceconomia-verde%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>BCE le gana a la Fed en la carrera para sostener los bancos</title>
		<link>http://www.msia.org.br/bce-le-gana-a-la-fed-en-la-carrera-para-sostener-los-bancos/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/bce-le-gana-a-la-fed-en-la-carrera-para-sostener-los-bancos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 16:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Lettieri e Paolo Raimondi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Mundial]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=165</guid>
		<description><![CDATA[Hasta el mismo presidente del Banco Central Europeo (BCE), Mario Draghi, está preocupado con el peligro del surgimiento de la inflación, luego de que los bancos centrales en tan sólo dos meses, entre finales de diciembre y finales de febrero, emitieran un billón 23 mil millones euros de nueva liquidez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hasta el mismo presidente del Banco Central Europeo (BCE), Mario Draghi, está preocupado con el peligro del surgimiento de la inflación, luego de que los bancos centrales en tan sólo dos meses, entre finales de diciembre y finales de febrero, emitieran un billón 23 mil millones euros de nueva liquidez para apoyar el sistema bancario europeo. En declaraciones recientes afirmó: Estamos constantemente en alerta por el riesgo de inflación, pero este riesgo todavía no se materializa, por lo menos por el momento. Además de esto, las expectativas de inflación permanecen ancladas firmemente en grados compatibles con la estabilidad de precios.</p>
<p>La decisión, obviamente, no fue tomada solitariamente por los banqueros de Frankfurt (sede del BCE –n.e.). Lo cierto es que son los mismos gobiernos, empezando por el de la señora Merkel , los que han apoyado una iniciativa que no tiene precedentes en la historia de la Unión Europea. A pesar de que el mismo Bundesbank alemán se queja de los peligros inflacionarios graves.</p>
<p>Así pues, no fue por azar que el tradicionalista BCE, en un abrir y cerrar de ojos, superara las marcas de la Reserva Federal estadounidense, siempre propensa a acomodarse con las altas finanzas. Recuérdese que su presidente actual dijo que, para salvar el sistema bancario, la Fed estaba dispuesta a arrojar dólares desde helicópteros. Ahora debemos referirnos a las nuevas inyecciones de liquidez como el “alud de Davos.”</p>
<p>El gasto del BCE llegó a los 3 billones de euros, que representan el 32 por ciento del PIB de la zona del euro, los 3 billones de la Fed se corresponden a 20 por ciento del PIB de Estados Unidos.<br />
La decisión del BCE, más que cualquier otra explicación, como la de la crisis de las deudas nacionales, revela la debilidad y las dificultades en las que se debaten los bancos europeos, en particular los alemanes y los franceses. De los 800 bancos que se beneficiaron con la segunda inyección de liquidez, por lo menos la mitad son alemanes.</p>
<p>El mismo Draghi dijo, en una entrevista reciente, que de los 490 mil millones de euros de la primera operación, en diciembre, 280 mil millones se utilizaron para pagar préstamos a corto plazo asumidos por el sistema bancario europeo; sobraron 210 mil millones. Con un monto de 210 mil millones de euros de los títulos con vencimiento en el primer trimestre de 2012, “es muy probable que los bancos hayan comprado de vuelta sus títulos en vencimiento,” como admitió cándidamente el presidente del BCE.</p>
<p>Ya que se sabe que los títulos con vencimiento a lo largo de todo el año llegan a un billón de euros, se puede suponer que buena parte de la segunda inyección de liquidez, emitida a finales de febrero, con valor de 533 mil millones de euros, se utilizará para el mismo fin.</p>
<p>Si a esto se agrega que los bancos están abarrotados de operaciones overnight ligadas al mismo BCE y con capital propio, en valores crecientes, que ya superan los 800 mil millones de euros, no causa sorpresa que ¡las ventanillas de crédito para los sectores productivos, para las empresas pequeñas y medianas y para las familias permanezcan cerradas! Evidentemente, todas son operaciones de giro dentro del mismo sistema bancario.</p>
<p>La introducción de liquidez nueva se debió, probablemente, no sólo a la aquiescencia con el sistema bancario, sino a la situación creada por los ataques especulativos contra las deudas nacionales europeas. Basta observar el alza de los spreads de las tasas de interés y de los índices de las bolsas de valores para comprender la gravedad de la situación.</p>
<p>Los bancos europeos estaban de rodillas en el segundo semestre de 2011. ¿De dónde se refinanciaron? ¿Quién podría darles crédito y liquidez? Hubo un fuerte impulso en dirección del “sistema del dólar,” en busca de ayuda y créditos. Esto podría señalar el fin del sistema bancario de la zona del euro, con lo que se volvió demasiado dependiente del dólar y de los bancos estadounidenses. Como afirmó ante la Comisión económica del Parlamento europeo el entonces presidente del BCE Jean-Claude Trichet el 11 de octubre de 2011; temía “riesgos sistémicos producidos por la creciente dependencia de los bancos europeos, por préstamos a corto plazo en dólares estadounidenses.”</p>
<p>El BCE actuó como lo hiciera la Fed luego de la quiebra del Lehman Brothers –el sistema bancario tenía que salvarse al costo que fuera.</p>
<p>¿Y la economía real, las empresas y la fuerza laboral? No basta exorcizar los peligros de la inflación y hablar de los “desafíos de la competitividad y de la modernización tecnológica” de todo el orden económico europeo. Es preciso inyectar créditos y sostener proyectos para revitalizar la economía real.</p>
<p>Por desgracia, esta operación de rescate de los bancos europeos demuestra, una vez más, la debilidad política de Europa, que no puede decidir la emisión de “Eurobonos,” pero que está dispuesta a arriesgar recursos públicos y delegar enteramente al sistema bancario las funciones y las obligaciones que ya demostró que es incapaz de cumplir. Lo mismo vale para la ausencia de reglas nuevas en el ámbito internacional.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/bce-le-gana-a-la-fed-en-la-carrera-para-sostener-los-bancos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>En Brasil nueva ofensiva por derechos humanos y aborto</title>
		<link>http://www.msia.org.br/en-brasil-nueva-ofensiva-por-derechos-humanos-y-aborto/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/en-brasil-nueva-ofensiva-por-derechos-humanos-y-aborto/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 15:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Silvia Palacios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ibero-América/Iberoamérica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=163</guid>
		<description><![CDATA[En Brasil, no es la primera vez que se ejercen los mecanismos intervencionistas que la ONU practica; lo que sí parece novedad es que la presión se ejerza simultáneamente en dos campos, aparentemente contradictorios: derechos humanos, entendidos de una manera ad hoc, y la legalización del aborto. En una conferencia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>En Brasil, no es la primera vez que se ejercen los mecanismos intervencionistas que la ONU practica; lo que sí parece novedad es que la presión se ejerza simultáneamente en dos campos, aparentemente contradictorios: derechos humanos, entendidos de una manera ad hoc, y la legalización del aborto.</p>
<p>En una conferencia de prensa con periodistas de todo el mundo el 16 de marzo, el portavoz de la ONU para derechos humanos, Rupert Colville, insistió en tratar el intento del Ministerio Público de abrir un juicio contra el coronel (retirado) Sebastião Curió Rodrigues, por el crimen de tortura.&#8221;Vemos ese caso como el primero y crucial caso contra la impunidad que impregna el período del gobierno militar en Brasil&#8221;, afirmó.</p>
<p>En las últimas semanas, hubo un conato de crisis militar, después que las ministras de las secretarias de Derechos Humanos, María del Rosario, y de las Políticas para la Mujer, Eleonora Menicucci, manifestaron públicamente que favorecían la apertura de juicios contra los militares que participaron de la represión a la insurgencia armada contra el gobierno militar, en las décadas de los 1970s.</p>
<p>Las declaraciones de las ministras, no fueron refutadas, o aclaradas por el Palacio Presidencial, por lo cual se convirtieron en la luz verde para que el cabildo internacional que supuestamente defiende los derechos humanos, comenzara a presentar casos ejemplares, empezando por el juicio contra Curió. Aunque la tentativa de juicio fue rechazada por la Justicia Federal, en base a la Ley de Amnistía de 1979, la ofensiva continuará. En realidad, las baterías de los &#8220;derechos humanos&#8221; están dirigidas a forzar que la Comisión de la Verdad creada por el Gobierno Federal, adquiera un carácter revanchista para castigar a las Fuerzas Armadas, y no para dilucidar en torno de un momento de la historia de Brasil.</p>
<p>Las evidencias de la manipulación externa se muestran en las acciones de Naciones Unidas y de la Corte Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), asociadas a un montón de ONG, en la que sobresale el Centro por la Justicia y el Derecho Internacional (CEJIL) y la famosa Human Rigths Watch/Americas, quienes se han empeñado en crear pretextos legaloides para desconocer la Ley de Amnistía, aun después de que la Corte Suprema de la Nación la ratificó en 2010. O sea que de lo que se trata, es de imponerle a Brasil un régimen jurídico supranacional.</p>
<p>Dos semanas antes de la entrevista de Colville, representantes de la ONU, dieron al gobierno un auténtico ultimátum para que el país legalice el aborto cuanto antes, que hasta hoy cuenta con un rechazo mayoritario entre la población. A finales de febrero el Comité de las Naciones Unidas contra la Descriminalización de la Mujer, cuestionó acremente a una delegación brasileña, exigiendo urgencia &#8220;al gobierno para acelerar la revisión de su legislación que criminaliza el aborto&#8221;. De acuerdo al periódico O Estado de S. Paulo, en un documento se apela para que &#8220;el gobierno acelere la revisión de su legislación criminalizando o aborto&#8221;. La ONU, &#8220;lanza un ataque especial al Estatuto del Nasciturno, que se tramita en el Congreso y pide al gobierno que discuta y analice el impacto del proyecto&#8221;.</p>
<p>El tono altanero, no incomodó al gobierno, todo lo contrario: la vehemente exigencia externa acompaña las iniciativas de dos ministras María del Rosario y Menicucci. La respuesta de esta última a las presiones de la ONU ha sido la de remover los obstáculos para que las mujeres que deciden abortar en los casos que la ley permite sean rápidamente atendidas. Su empeño ha sido de tal grado que se atrevió a criticar a los médicos, que haciendo uso de su derecho, frecuentemente se han negado a practicar el crimen de aborto alegando motivos de conciencia. Como lo afirmó el vicepresidente del Consejo Federal de Medicina, Carlos Vital: &#8220;La objeción de conciencia es un derecho previsto en el código de ética médica, Ningún profesional tiene la obligación de prestar un servicio que discorde de sus convicciones&#8221;.</p>
<p>El lado irónico del caso es que las discusiones y deliberaciones que se llevan a cabo en el seno de sus organismos y de las redes internacionales que gravitan en torno a los derechos humanos y del aborto, parecen guiadas por una óptica surrealista. En una república bien ordenada donde el ejercicio del poder sea el fomento constante del bienestar general de la población, esto es salud física, mental y espiritual, el derecho humano primordial, es el derecho a la vida desde la concepción, y no acabar con ella por cualquier pretexto.</p>
<p>El problema en el caso de las ministras María del Rosario y Menicucci, es una tentativa de imponer a toda costa la ideología de la &#8220;generación de 1968&#8243;, que preconizaba el fin de la autoridad (recuérdense que el slogan era &#8220;prohibido prohibir&#8221;), la revolución sexual y la contracultura del rock y las drogas. Actualmente la combinación de los ingredientes dio origen a un explosivo coctel denominado &#8220;género&#8221;, cuyas consecuencias desembocan en el deseo de forjar una nueva antropología, sin sexos definidos como una realidad biológica. Así se justifica el amplio derecho del aborto y, en última instancia se avala el insidioso control del crecimiento demográfico que por décadas han demandado las potencias del Hemisferio Norte.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/en-brasil-nueva-ofensiva-por-derechos-humanos-y-aborto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>¿Qué camino tomará China?</title>
		<link>http://www.msia.org.br/%c2%bfque-camino-tomara-china/</link>
		<comments>http://www.msia.org.br/%c2%bfque-camino-tomara-china/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 15:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisabeth Hellenbroich</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos/Asuntos estratégicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.msia.org.br/?p=158</guid>
		<description><![CDATA[Al contrario de sus ediciones pasadas, el Congreso del Pueblo de este año, en Pekín celebrado en la primera semana de marzo, estuvo marcado por algunos eventos fuera de lo común, lo cual podría anticipar ciertas tendencias para el próximo XVIII Congreso del Partido Comunista Chino (PCC), en octubre próximo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Al contrario de sus ediciones pasadas, el Congreso del Pueblo de este año, en Pekín celebrado en la primera semana de marzo, estuvo marcado por algunos eventos fuera de lo común, lo cual podría anticipar ciertas tendencias para el próximo XVIII Congreso del Partido Comunista Chino (PCC), en octubre próximo, donde se elegirá un nuevo liderato para el partido y el país, con la renovación de siete de los nueve cargos en el Politburó.</p>
<p>De ahí, saldrá el substituto del presidente Hu Jintao, que, muy probablemente, será el vice-presidente Xi Jinping (descendiente de una familia de alto escalafón y cuyo padre fue purgado por Mao Tse-tung) así como el del premier Wen Jiabao, probablemente, el vice-premier Li Keqiang.</p>
<p>Un importante cambio quedó de manifiesto durante el Congreso, con la dimisión del jefe del partido en Chongqing, Bo Xilai, una estrella ascendente de generación intermedia del PCC. Supuestamente, el estaba promoviendo una política “nostálgica” de reminiscencia cultural de la era de Mao, al mismo tiempo que atacaba vigorosamente las desigualdades resultantes del socialismo moderno chino, en su fase capitalista y la persecución de figuras partidistas corruptas. Con esto, el obtuvo un considerable apoyo entre fuerzas de la izquierda partidaria ortodoxa y estaba en camino de ganar una de las posiciones en disputa en el Politburó. Poco antes de su dimisión, el mismo había despedido al jefe de la policía de Chongqing, Wang Lijun, por acusaciones de corrupción.</p>
<p>En su discurso en el Congreso, el premier Wen criticó públicamente a Bo Xilai, rompiendo el tabú partidario que no permitía comentarios públicos de personalidades. Además de atacar su exigencia de más reformas, Wen advirtió que las lecciones de la Revolución Cultural de Mao necesitaban aprenderse, y solamente una política de apertura llevaría a China adelante. Según el, los cambios en China habían llegado a un punto crítico: sin reformas políticas, los frutos de los cambios económicos podrían perderse. Y advirtió que no podía haber una segunda Revolución Cultural en China.</p>
<p>De esta forma, el Congreso reflejó lo que aparenta ser una intensa disputa del poder dentro del PCC, cuya cuestión clave es: ¿qué cara dará China a su futuro papel como potencia mundial? ¿Deben ser más “revolucionarios”, o proseguir con su política de reformas y apertura, corriendo el riesgo de atizar algunas disputas internas en el partido?</p>
<p>Ante 3 mil delegados, Wen afirmó que la tasa de crecimiento de la economía china se había reducido al 7.5% anual, contra los 9.2% registrados en el período anterior y los niveles anteriores aún más altos. Con sus 1 300 millones de habitantes, el país necesita tasas de crecimiento elevadas, para asegurar que amplios sectores de su población sean capaces de participar de la riqueza nacional y, no menos, evitar el surgimientos de disturbios sociales. Un factor importante para el declive es la crisis en Europa, que es el mayor mercado de la República Popular de China.</p>
<p>En su discurso, el premier resaltó la necesidad de proteger al país contra los riesgos financieros y dijo que el gobierno adoptará una “actitud flexible y prudente”. Habló sobre la necesidad de transformar ciertas estructuras económicas para proporcionar un desarrollo económico “sustentado y eficiente”, y pidió que el pueblo chino consuma más y contribuya a un crecimiento robusto. Prometió que el gobierno luchará contra la creciente brecha entre los ricos y los pobres, así como contra la especulación en los mercados inmobiliarios. Igualmente, anunció el aumento de los gastos destinados a la agricultura y a los productores rurales de las regiones menos desarrolladas del país, con más inversiones orientadas hacia proyectos de abastecimiento de agua y energía.</p>
<p>Otros aumentos en los gastos del gobierno central que mencionó fueron en seguridad pública, 7.7%, y en el presupuesto militar del 11.1%, acompañados de la promesa de que el gobierno dará más atención a la seguridad interna y a la resolución de los conflictos, cuando estos se manifestasen.</p>
<p>Sobre la política externa, el premier Wen fue bastante conciso, destacando la necesidad de ampliar las relaciones con los países en desarrollo y fortalecer las buenas relaciones con los países vecinos. Una de las plataformas políticas donde esta quedó claramente demostrada fue la cumbre del grupo de los BRICS en Nueva Delhi.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.msia.org.br/%c2%bfque-camino-tomara-china/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

